Mudanças climáticas são as principais responsáveis pelo colapso da civilização maia, na América Central, mais de mil anos atrás, de acordo com pesquisadores.
Na metade do século 8, os maias formavam uma população de 13 milhões de pessoas, mas em 200 anos suas cidades foram abandonadas.
Há muito tempo especula-se que eles desapareceram por causa de secas, e agora uma pesquisa publicada na revista Science indica que o clima foi provavelmente de fato o principal fator.
Para investigar o declínio maia, cientistas estudaram sedimentos no fundo do mar na costa norte da Venezuela
Na metade do século 8, os maias formavam uma população de 13 milhões de pessoas, mas em 200 anos suas cidades foram abandonadas.
Há muito tempo especula-se que eles desapareceram por causa de secas, e agora uma pesquisa publicada na revista Science indica que o clima foi provavelmente de fato o principal fator.
Para investigar o declínio maia, cientistas estudaram sedimentos no fundo do mar na costa norte da Venezuela
Poucas chuvas
Eles mediram níveis de titânio, um metal que é levado pelos rios para o mar. Baixos níveis de titânio indicam uma reduzida vazão dos rios, resultado de menos chuva. Os pesquisadores descobriram que nos séculos 9 e 10, provavelmente pouco antes de a civilização maia desaparecer, houve um longo período de clima seco e três secas intensas.
Teria sido nessas épocas extras de seca que os maias passaram por períodos de colapso, até o desaparecimento total, segundo o geoquímico Konrad A. Hughen, do Instituto Oceanográfico Woods Hole, um dos autores do estudo.Os maias viveram por cerca de mil anos na América Central. Eles construíram cidades e elaborados sistemas de irrigação.
As cidades foram abandonadas quando a civilização maia entrou em colapso pela primeira vez. Elas foram reocupadas, mas sucumbiram de novo e foram abandonadas mais uma vez, entre os anos 860 e 910 DC.
“Esses abandonos ocorreram na mesma época das secas, de acordo com nossos registros derivados da análise de sedimentos, indicando que eles estão relacionados", afirmou Hughen.
As comunidades maias nas terras baixas no sul e no centro desapareceram primeiro, enquanto aquelas que viviam nas terras altas, no norte, foram às últimas a sumir.
Eles mediram níveis de titânio, um metal que é levado pelos rios para o mar. Baixos níveis de titânio indicam uma reduzida vazão dos rios, resultado de menos chuva. Os pesquisadores descobriram que nos séculos 9 e 10, provavelmente pouco antes de a civilização maia desaparecer, houve um longo período de clima seco e três secas intensas.
Teria sido nessas épocas extras de seca que os maias passaram por períodos de colapso, até o desaparecimento total, segundo o geoquímico Konrad A. Hughen, do Instituto Oceanográfico Woods Hole, um dos autores do estudo.Os maias viveram por cerca de mil anos na América Central. Eles construíram cidades e elaborados sistemas de irrigação.
As cidades foram abandonadas quando a civilização maia entrou em colapso pela primeira vez. Elas foram reocupadas, mas sucumbiram de novo e foram abandonadas mais uma vez, entre os anos 860 e 910 DC.
“Esses abandonos ocorreram na mesma época das secas, de acordo com nossos registros derivados da análise de sedimentos, indicando que eles estão relacionados", afirmou Hughen.
As comunidades maias nas terras baixas no sul e no centro desapareceram primeiro, enquanto aquelas que viviam nas terras altas, no norte, foram às últimas a sumir.
"As áreas ao norte tinham mais acesso a fontes de água", disse o cientista.
O professor emérito da Universidade do Arizona T. Patrick Culbert, que é um especialista na cultura maia, afirmou que esse estudo oferece uma explicação plausível para o desaparecimento dos maias.
“Eles eram tão vulneráveis que qualquer coisa poderia ter feito com que desaparecessem. Se houve essas secas rigorosas, deve ter sido um desastre para eles", disse.
O professor emérito da Universidade do Arizona T. Patrick Culbert, que é um especialista na cultura maia, afirmou que esse estudo oferece uma explicação plausível para o desaparecimento dos maias.
“Eles eram tão vulneráveis que qualquer coisa poderia ter feito com que desaparecessem. Se houve essas secas rigorosas, deve ter sido um desastre para eles", disse.

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